Dançando pelo seu passado no Spotify

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Os gostos mudam. Eles fazem.
Durante vinte anos, o Spotify tem sido a trilha sonora dessa mudança lenta e inevitável em quem somos, então, para comemorar o aniversário, o serviço permite que você descubra exatamente onde tudo começou. Spotify 20: Sua(s) Festa(s) do Ano extrai dados ocultos dos arquivos e os expõe para você ver. Ou compartilhe. Principalmente compartilhe, provavelmente.

Você entende o básico, obviamente. A data em que você se inscreveu, a contagem bruta de músicas exclusivas consumidas e a primeira faixa que você pressionou para tocar. Essa primeira música às vezes parece sagrada. Depois, há o seu artista favorito de todos os tempos. Aquele que ficou preso.

Há também uma lista de reprodução esperando por você, uma lista com curadoria das 120 melhores faixas de todos os tempos, cada uma marcada com sua contagem exata de reproduções. Você vê esses números e talvez estremeça. Quem ouviu “Dance Monkey” quarenta mil vezes?
Não julgue. Todos nós temos uma estatística de culpa.
Um cartão personalizado aparece na tela, pronto para o Instagram, pronto para os amigos que perguntarão o que isso significa, pronto para o arquivo. Foi lançado terça-feira. Você provavelmente perdeu a notificação push, mas ela está lá, esperando no aplicativo móvel se você pesquisar “Spotify 20” ou o longo e festivo subtítulo “Festa do Ano(s)”. Digite-o. Ou acesse o URL da web em seu telefone se o aplicativo estiver funcionando hoje.

Veja esses dados.

Fazemos isso para nos sentirmos vistos. Ou ficar chocado com quanto tempo passamos em uma banda entre 2014 e 2016. Por que mais? A interface não julga, apenas exibe. O que é legal. Os dados não pedem desculpas. Você fica aí olhando para sua história musical como um fantasma se olhando no espelho. Isso importa? Provavelmente não. Mas o cartão é compartilhável e a playlist é real.
Role para baixo. Continue.
Tem mais lá embaixo.