Não eram apenas algumas crianças aleatórias nos porões. Nem perto.
A violação de março da Autoridade de Transporte Metropolitano do Condado de Los Angeles (LACMTA) foi ligada ao governo iraniano. Pesquisadores de segurança apontam o dedo para hackers que trabalham diretamente para o Ministério de Inteligência e Segurança dos Estados (MOIS) do Irã. A Gambit Security, uma startup israelense, divulgou o relatório na terça-feira.
Ababil de Minab afirmou que foram eles. Eles disseram que roubaram dados e depois os apagaram. Uma jogada ousada. Mas o nome deles está carregado de intenções. Faz referência a um ataque aéreo dos EUA a uma escola em Minab que matou mais de 175 pessoas. Principalmente crianças.
“Eles não são uma nova equipe hacktivista independente”, diz Gambit. Simples. Direto. Ababil não respondeu quando o TechCrunch ligou. O silêncio raramente é inocência neste jogo.
Gambit não apenas adivinhou. A perícia liga este grupo a uma campanha anterior ligada ao Irão. Atividade que a Direção Nacional Cibernética de Israel já sinalizou como MOIS. O alcance é amplo, remontando a ataques a alvos em Israel, na Arábia Saudita e na Turquia.
É uma coincidência que o Irão crie estas bandeiras hacktivistas “falsas”? Difícil argumentar isso. Isso se parece exatamente com Handala. No início deste ano, Handala apagou sistemas da Stryker, a enorme empresa de tecnologia médica dos EUA. Milhares de dispositivos desapareceram num piscar de olhos.
Os EUA não ficaram calados sobre Stryker. O FBI apreendeu dois sites de Handala. O Departamento de Justiça culpou abertamente o Irão. Uma linha clara foi traçada.
Se Gambit estiver certo sobre LA, Ababil é apenas a última fantasia para o mesmo operador. Os governos usam procuradores para esconder a sua mão. Eles culpam os hackers por comprarem a negação. Os sistemas de trânsito ficaram fora de serviço por semanas. Uma recuperação longa e lenta para milhões de ciclistas que só queriam voltar para casa.
Ainda não sabemos quanto foi realmente levado. Ou se estiver apenas parado ali. Esperando.
